Pesca

Está nervoso? Emocionalmente abalado? Que tal pescar?

PescaNão há como precisar em que momento da história a pesca começou a ser realizada no planeta, mas ela sempre fez parte das culturas de todas as partes do mundo, não só como fonte de alimento, mas também como modo de vida, fornecendo identidade às inúmeras comunidades.

No Brasil, o ato de pescar passa de geração para geração, parte da população utiliza para subsistência, outra parte como hobby. Falando em hobby, Reginaldo Barretos, comerciante, com 45 anos e oito deles com diabetes tipo 1, começou muito cedo a pescar, acompanhando seu pai desde menino, o que fez com que as pescarias se tornassem uma paixão na sua vida.

Devido ao seu hobby, já esteve em vários rios brasileiros de diversos estados, além de percorrer a costa, passando pelos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo. Hoje continua a praticar tanto em alto mar, como também em pesqueiros, lugares reservados para esse fim.

Mesmo que Reginaldo diga que não é uma história de pescador inverídica, conta o que ocorreu em um dos dias que saiu para pescar. “Toda pescaria é única e todo pescador tem suas histórias. Mas tenho uma experiência única que nunca mais vou esquecer. Quase naufragamos em alto mar por conta da bomba de porão que quebrou. Foram momentos angustiantes, pois comecei a ver o barco sendo invadido lentamente pela água. Felizmente, fomos socorridos por uma outra embarcação que passava pelo local”.

Mesmo que este episódio tenha ocorrido, Reginaldo continua a realizar seu hobby. Nesses 40 anos de prática, já pescou a espécie Rei do Rio em água doce e Atum em água salgada.

Geralmente costuma pescar uma vez ao mês, no período de oito horas e comenta que a glicemia costuma ficar estável. “Sou insulinodependente e faço contagem de carboidratos. Não diminuo a dose de insulina por conta das pescarias. Mesmo não tendo como benefício a queima de açúcar no sangue, me sinto relaxado, tranquilo, em paz. O engraçado é que por menos que às vezes eu me movimente em uma pescaria, no final do dia bate um cansaço enorme”.

Mas para praticar seu hobby, Reginaldo se preocupa com “o lugar em que vai estar, com o que existe pelas proximidades, quanto tempo vai estar nesse local e em seguida traça uma estratégia. O kit para medir glicemia e insulinas deverão estar sempre à disposição para serem usados na hora de que eu precisar. Para me alimentar, quando se trata de algum local longe de restaurantes, sempre levo algo como frutas, fontes de carboidrato e açúcar”.

Para a prática, ainda são necessários: trocas de roupas de acordo com o tempo de estadia, principalmente meias e calçados, medicamentos de primeiros socorros, alimentação e todos os apetrechos necessários para pescar.

“Para mim, a pesca além de esporte é uma ótima terapia. O contato com a natureza aliado à concentração ajudam muito a aliviar ostressdo dia a dia principalmente do diabético. Hoje em dia existem diversos pesqueiros espalhados por todos os lados e ninguém precisa se ausentar muitos dias para a prática. A frase: ‘Tá nervoso, vá pescar’, não foi criada à toa e eu completo: ‘Ta nervoso, tá descompensado, vá pescar’!, brinca Reginaldo.

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