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Por que os homens têm índices de saúde piores comparados aos das mulheres?

HomensUm estudo publicado recentemente pela Seguradora SulAmérica com 240 profissionais de empresas mostrou que os homens apresentam piores índices em oito das 12 variáveis, enquanto as mulheres têm índices mais negativos em apenas dois dos quesitos.

A comparação aponta que o gênero masculino, composto por 25.039 entrevistados, ficou com maior porcentagem crítica em IMC (64,3%); Pressão Arterial (24,3%); Glicemia (4,4%); Tabagismo (10,1%); Consumo de Álcool (4,2%); Diabetes (1,9%); Hipertensão (9,1%); e Escore de Framingham (93,2%). Já as mulheres, grupo integrado por 16.327 pessoas, apresentaram taxas de Sedentarismo (70,6%) e Estresse (49,4%) mais elevadas. A pesquisa também constatou que ambos os sexos tiveram índice de Colesterol Total e risco de Infarto e AVC praticamente iguais.

De acordo com o endocrinologista Marcio Krakauer, “muitas razões podem ser levadas em conta para que o homem apresente estes índices mais negativos, quando comparados com a mulher. Algumas delas que merecem destaque são: a menor preocupação com a saúde, medo de ir ao médico e estilo de vida mais desregrado”.

“Além disso, é bom lembrar que os homens têm maior tendência à obesidade visceral, à hipertensão, a doenças cardiovasculares em geral e à dislipidemia. Estas últimas em determinadas idades são mais prevalentes em homens, sem citar, é claro, as doenças próprias do sexo masculino, próstata, etc”, enumera o endocrinologista.

“Os homens têm a tendência de procurar os médicos mais tardiamente, isso é uma realidade. Quando tem diabetes, por exemplo, chegam aos médicos em uma fase mais avançada em geral do mau controle das taxas de glicemia. Mas não posso falar que todos os homens são assim. Há os que se cuidam bem”, ressalta Dr. Krakauer.

Para ilustrar, o endocrinologista cita exemplos. “Uma boa parte dos homens só se preocupa quando é atingida em sua ereção, ou disfunção erétil ou algum tipo de dor em geral, como neuropática intensa ou feridas ou perda de visão. Mas aí, já estamos em uma fase mais avançada, em que temos menos recursos a fazer”.

Para mudar este panorama, Dr. Krakauer recomenda “campanhas de alerta que principalmente tentem sensibilizar as esposas, namoradas, irmãs em geral a levarem-nos para tratar-se. Mas na minha opinião pessoal, acredito que só quando estamos motivados individualmente isso pode funcionar”.

Agora se a sensibilização e a motivação derem certo, o homem tem condições de reverter o processo. “Através da mudança dos maus hábitos de vida para outros melhores, incluindo a inserção de atividades físicas, exames preventivos, tudo isso com certeza reduz muito os riscos destas e de outras patologias”, finaliza o endocrinologista.

Vanessa Pirolo

Jornalista, criadora do blog convivência com diabetes, tem diabetes desde o seus 18 anos, e redatora do Portal DBCV. Quer me conhecer melhor? Então, clique aqui!

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