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Primeiras Impressões do Accu-Chek Connect

Avanços da tecnologia que permitem um controle mais alinhado da glicemia

Com os avanços da tecnologia, muitas vezes não nos surpreendemos com as descobertas. Mas sempre que olhamos para trás, podemos entender o quanto são importantes hoje.

Em 1552 antes de Cristo, o médico Hsey-Ra, da terceira dinastia egípcia escreveu alguns sintomas do diabetes. Já em 1849, Hermann Von Fehling desenvolveu um método para determinar açúcar na urina. Frederick Allen, no século XX, escreveu sobre a dieta da inanição para pessoas que tinham o diagnóstico do diabetes. Se estas não morressem do diabetes, morriam de carência de alimentos.

Em 1922, cientistas iniciaram nova série de injeções com um extrato pancreático, derivado de pâncreas de boi, que originou o que hoje chamamos de insulina. Em 1923, já havia produção de insulina em maior escala nos EUA. Outro cientista na Dinamarca observou que a adição de proteínas básicas (notavelmente a protamina) à insulina prolongava seu tempo de ação.

Em 1969, começam a surgir os primeiros glicosímetros. Em 1982, inicia a escala industrial da insulina semissintética ou humanizada a partir da insulina suína. Várias técnicas propostas diferenciaram-se pelas condições da reação, o solvente escolhido e o éster de treonina utilizado. Em seguida, as insulinas são aprimoradas e assim surgem as glarginas, que permitem o controle da glicemia mais linear para o paciente.

A partir de 2000, começam a surgir web sites, novos devices e aplicativos do celular, que auxiliam a pessoa com diabetes a controlar a glicemia. Falando sobre isso, este mês, entrou no mercado brasileiro o sistema de gestão do diabetes Accu-Chek Connect. Consiste em uma plataforma que integra glicosímetro Accu-Chek Performa Connect com tecnologia Bluetooth.

Para utilizar é necessário que a pessoa baixe no celular o aplicativo Accu-Chek Connect e a cada valor de glicemia constatado, envia os dados via Bluetooth para o celular, que faz o armazenamento dos dados na nuvem e o usuário complementa as informações, dizendo se é uma glicemia pré-prandial, pós-prandial, antes de dormir ou outro evento.

Além disso, no celular, a pessoa pode colocar tirar uma foto e mostrar a alimentação, a quantidade de insulina que vai injetar, se vai fazer alguma atividade física e a intensidade dela, se está com alguma doença em um período pré-menstrual ou até mesmo passando por algum momento de estresse. Há também espaço para colocar a pressão sanguínea, o peso e alguma anotação que achar necessário. Após esta etapa, salva os dados que são armazenados na nuvem.

As informações e os relatórios podem ser consultados de qualquer computador ou dispositivo móvel. Os relatórios são feitos diariamente e podem ser incluídas as fotos para uma avaliação melhor do médico, já que é possível compartilhar as informações com eles. A plataforma não precisa da instalação nos computadores pessoais.

O cálculo de bolus facilita saber a quantidade de insulina que precisa ser injetada e correções, facilitando o controle da glicemia sem aumentar o risco de hipoglicemia. Além disso, se por acaso o usuário não tiver o glicosímetro Accu-Chek Performa Connect, a plataforma permite que a pessoa possa armazenar todos os dados na nuvem, mesmo que utilize monitores de outras marcas.

Este sistema de gestão veio realmente ajudar o paciente a ter um controle da glicemia mais alinhado com a proposta médica e faz com que o médico possa monitorar a glicemia do paciente à distância, permitindo mais interferências para alinhamento do tratamento. Só é essencial neste momento fazer os ajustes corretos do aplicativo com a plataforma, para que todas as funcionalidades possam ser utilizadas corretamente.

 

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