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Programa Step By Step capacita profissionais a lidar com o Pé diabético

Iniciativa visa realizar curso avançado nos locais que ainda não conseguiram alcançar

A Sociedade Brasileira de Diabetes anunciou no início do ano que uma das ações da Gestão 2016-2017 é manter o apoio ao Programa Step by Step (Passo a Passo), ligado ao International Working Group on the Diabetic Foot (Grupo Internacional de Trabalho sobre Pé Diabético) e ao BrasPEDI, Grupo Brasileiro de Pé Diabético. O SbS foi iniciado no Brasil em 2013 e visa capacitar os profissionais de saúde a lidar com o pé diabético.

Para detalhar o programa, entrevistamos a Dra. Hermelinda Pedrosa, endocrinologista, presidente eleita da Sociedade Brasileira de Diabetes para a Gestão de 2018-2019 e atual diretora do Departamento de Diabetes da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, além de ser Assessora de Relações Governamentais da SBD.

Segundo a médica, “esta ideia de trabalhar com o pé diabético se remete à década de 90 quando foi iniciado em Brasília o Projeto Salvando o Pé Diabético, como uma estratégia baseada em experiência na Inglaterra, como bolsista do CNPq em Oxford. O ponto de partida foi a implantação de um ambulatório de Pé diabético conduzido por uma equipe multidisciplinar, envolvendo endocrinologistas e enfermeiras. Seguiu-se a capacitação de profissionais nos centros de saúde, para conscientização sobre os problemas que a pessoa com diabetes pode ter nos pés e, ao mesmo tempo, treinamento para avaliações e tratamento com a finalidade de evitar amputações”.

O Projeto se estendeu a outras regionais de saúde no Distrito Federal e com a repercussão positiva recebeu o apoio do Ministério da Saúde, através da então Gerente do Programa Nacional de Diabetes, Dra Laurenice Pereira Lima (in memoriam). Vários profissionais como clínicos, endocrinologistas, vasculares, fisioterapeutas passaram a vir à Brasília, participar de workshops durante dois dias e recebiam material básico para implantar ambulatórios em seus estados. “Mais de 60 ambulatórios foram implantados no Brasil. O Projeto passou a receber, também, apoio internacional, através dos Drs Andrew Boulton e Karel Bakker, estabelecendo-se então uma ligação com o IWGDF desde 1999. Apresentações dos dados brasileiros foram difundidos em vários congressos internacionais (Inglaterra, Holanda, África do Sul, Canadá, além de países da América Latina), relata a endocrinologista. “Até 2004, o Projeto recebeu apoio do Ministério da Saúde, todavia, a capacitação não continuou sob o formato original, desativando-se a política pública implantada”, acrescenta Dra. Hermelinda.

Após esta etapa, a equipe de Brasília e todos os que foram sendo sensibilizados e treinados, mantiveram os workshops atrelados aos Congressos da SBD e alguns da SBEM. A atividade está consolidada e 17ª versão do Workshop Nacional em Neuropatia e Pé Diabético, ocorreu em 2015, no Congresso da SBD, em Porto Alegre. Além da SBD, a FENAD também apoia e realiza anualmente Simpósio e Workshop com os mesmos tópicos. Essas iniciativas permitiram a continuação da capacitação.

“Em 2012, foi realizado o curso Train the Foot Trainers, com apoio da IDF e do IWGDF, em Brasília, com a participação de 13 países da América Latina, visando implantar o Step by Step, que foi inspirado no modelo brasileiro em 2004, implantado inicialmente na Índia, Tanzânia, Egito, várias ilhas do Caribe, Paquistão, dentre outros. A SBD resgatou em 2012 o Projeto através do Departamento de Pé Diabético, até então coordenado pela Dra Hermelinda, com o intuito de que os treinados no Curso TtFT replicassem a capacitação para outros profissionais de saúde. Nessa mesma ocasião foi criado o BrasPEDI, com os 20 profissionais que representaram o Brasil em Brasília.

“Ao longo desses dois anos, o BrasPEDI via SbS capacitou 789 profissionais nos seguintes estados: Bahia, Ceará, DF, Goiás, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Santa Catarina e São Paulo, nos moldes dos cursos básicos e avançado, realizados pela maioria. A ideia agora é dar continuidade, realizar o curso avançado nos locais que ainda não conseguiram – por falta de apoio das secretarias de saúde, o que é lastimável; e agregar outros estados, para que mais profissionais tenham a oportunidade de ampliar o conhecimento e possam dar todo o suporte necessário ao paciente com diabetes e problemas nos pés”, explica a endocrinologista.

Dra Hermelinda enfatiza ainda a necessidade do suporte governamental ao SbS no país: “Estamos agora lutando para que o Ministério da saúde volte a nos apoiar e dar sustentabilidade ao Programa. A partir deste ano, as ferramentas produzidas para organizar os serviços, as fichas BrasPEDI, terão um formato virtual e juntamente com o SISPED, facilitarão o diagnóstico e o tratamento das pessoas com pé diabético em qualquer um dos municípios onde houver um profissional capacitado”.

Fontes: www.iwgdf.org – ver Step by Step, Train the Foot Trainers.

www.editoragen.com.br/ neuropatias-e-pé-diabético.

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