Home / Consumidores / Entendendo o Diabetes / Projeto Educando Educadores sem Fronteiras capacitou mais de 325 profissionais de saúde em Roraima, Amazonas e Paraíba! Confira os detalhes aqui!

Projeto Educando Educadores sem Fronteiras capacitou mais de 325 profissionais de saúde em Roraima, Amazonas e Paraíba! Confira os detalhes aqui!

Resultados do Educando Educadores sem Fronteiras foram apresentados no Congresso da Federação Internacional de Diabetes

Teacher Helping Pupils Studying At Desks In Classroom

Em dezembro, a endocrinologista Claudia Pieper expôs os resultados do Educando Educadores sem Fronteiras, no Congresso da Federação Internacional do Diabetes.  Os resultados foram impressionantes, mas antes de falar sobre eles, nada melhor entender o que foi o projeto.

A Sociedade Brasileira de Diabetes, com apoio da ADJ Diabetes Brasil, elaborou o Projeto Educando Educadores Sem Fronteiras e conseguiu patrocínio financeiro da World Diabetes Foundation para começar a iniciativa. O projeto começou em 2012 para melhorar o tratamento de diabetes em municípios muito carentes de recursos humanos especializados e de recursos financeiros.

O projeto iniciou em Boa Vista, capital de Roraima, passou por algumas cidades do estado, foi direcionado em 2015 para o Amazonas e terminou na Paraíba em 2017. Cada edição contou com um curso de 40 horas, que incluia atividades teóricas e práticas, os profissionais já qualificados organizaram uma campanha de detecção e educação em  diabetes, apoiados pelos professores e organizadores do Curso, em feiras de saúde. Esta iniciativa contou com uma campanha, que tinha caminhada pelo circuito de medida de peso e altura para o cálculo do IMC. As pessoas, que não tinham diabetes, preencheram um formulário sobre fatores de risco de desenvolver a condição, entre outros. Todos os indivíduos, que já tinham diagnóstico de diabetes, ou tiveram alteração da glicemia no local, passavam por um circuito composto de sete etapas para conhecer mais sobre alimentação saudável, atividade física, como aplicar insulina e/ou tomar medicamentos de forma adequada, como evitar as complicações, entre outras.

A iniciativa contou com oficinas de plantas medicinais para ajudar a população a desvendar aquelas que podem ajudar no controle da glicemia, com palestra sobre os mitos e verdades do diabetes, além de explicar como se faz uma horta comunitária de verduras e legumes, produtos estes tão difíceis de achar nestas localidades.

Ao todo foram qualificados 325 profissionais de saúde! Incluindo 124 agentes comunitários tanto na Paraíba como na Amazônia. Em cada feira de saúde, foram atingidas 400 pessoas, o que totalizou mais de 1500 pessoas em todas as cidades percorridas.

A equipe teve a presença de nove profissionais, entre eles a endocrinologista Claudia Pieper, a psicóloga Graça Camara, as nutricionistas Tarcila Ferraz de Campos e Maristela Strufaldi, a endocrinologista Denise Franco, a educadora física Sonia de Castilho, as enfermeiras Rozeli Resende, Gabriela Cavichiolli e Elessandra Sicsu e, por fim, o dentista Gilberto Casanova.

“O que gerou mais impacto foi a visita à Roraima que identificou a presença de uma população maior indígena e esta geralmente ia para o hospital se internar para receber a medicação, já que não tinham acesso à mesma. Com nossa intervenção, capacitamos os caciques, que se tornaram agentes comunitários para orientar as pessoas com relação ao tratamento adequado em suas casas, além de ajudarmos a criar unidade de tratamento de pé, para evitar complicações como amputações”, explica Dra. Claudia.

A ideia agora é fazer mais uma edição em Parintins, no interior do Amazonas, lugar de muita incidência de amputação devido ao mau controle do diabetes. Para isso, só falta o aval da World Diabetes Foundation, para iniciar.

Para saber mais sobre o projeto, acesse: https://eesemfronteiras.com/

 

Vanessa Pirolo

Jornalista, criadora do blog convivência com diabetes, tem diabetes desde o seus 18 anos, e redatora do Portal DBCV. Quer me conhecer melhor? Então, clique aqui!

More Posts - Website

Deixe Seu Comentário

comentários

Veja também

^F0AEE20E70FB534FD1365013DDD73ECC25FBDF7F8DFBD7AD02^pimgpsh_fullsize_distr

A automonitorização glicêmica torna o paciente com diabetes mais independente e cooperativo com o tratamento! Confira a matéria aqui!

A automonitorização intensiva também melhora o controle glicêmico de pessoas com diabetes mellitus tipo 2 ...