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Quais são as palavras corretas quando nos referimos às pessoas com determinadas doenças?

Por que não devemos mais usar o termo diabético?

Na produção de textos, documentos, ofícios, matérias e reportagens, muitos dos autores estão abolindo os termos diabéticos, aidético, ou pessoa que sofre de diabetes, de AIDS…mas qual o motivo da mudança? Por que ficou politicamente incorreto utilizar?

Recentemente, o repórter da área de saúde e bem-estar do U.S.News, Amir Khan, publicou artigo a esse respeito. No subtítulo ele já dá o alerta, “tire a palavra com D do seu vocabulário quando se referir a alguém com diabetes”. No artigo, discute-se também o fato de existir um estigma de culpa relacionado ao diabetes, que é reforçado ao se usar o termo “diabético”. A educadora em diabetes Evan Sisson afirma: “referir-se a alguém como ‘diabético’ implica que ele não é nada mais do que a disfunção, é como se o diabetes o definisse como pessoa”.

É importante chamar a atenção para que as expressões ou termos utilizados não reforcem a segregação ou contribuam para legitimar a discriminação e os preconceitos que envolvem as pessoas com deficiência ou dificuldade. Muitos termos e expressões utilizados em meios de comunicação e materiais distribuídos em atendimentos ou eventos estão incorretos, evidenciando a exclusão social.

Um blogueiro me chamou a atenção a esta temática. Segundo Roberto Bíscaro, do Blog do Albino Incoerente, “palavras são realmente importantes. Pensamos através delas, nos explicamos e construímos nossas identidades por meio delas, interagimos com os outros especialmente pelo meio verbal. O vocabulário usado para nos referir a nós mesmos e que os demais utilizam para se pronunciarem sobre nós é arma consequente na luta interna e externa que travamos pra obter (auto-) respeito”.

Na maior parte do tempo, as pessoas com diabetes não se recordam a todo tempo que têm a patologia, porque são crianças ou adolescentes ou jovens ou adultos saudáveis, que têm uma ocupação na vida e, que enfim, exercem diversos papeis na sociedade.

Com relação à expressão sofrer de diabetes. Roberto ainda comenta é “humilhantemente melodramático… Geralmente, não “sofremos” por conta de uma doença e sim porque não há políticas públicas de saúde específicas para nós, porque muitos não conseguem trabalho ou apenas arrumam subempregos, porque vivemos em uma sociedade não preparada para nossas especificidades. “Sofrer de …” tem o insidioso poder nefasto de desviar a atenção do problema mais premente! Além do mais, nos coloca em posição de pobres objetos indefesos de piedade. Respeito a gente conquista, se dando ao respeito primeiro!”

Outras pessoas inclusive se incomodam quando os profissionais de saúde se referem a paciente com determinada patologia, pois antes de sermos pacientes, somos pessoas, e o próprio profissional de saúde também em determinado momento pode se tornar paciente. São papeis que exercemos na sociedade.

Por isso, agora precisamos nos monitorar a respeito, pois sem querer muitas vezes podemos citar o termo diabético, até que porque está arraigado na nossa consciência. Além disso, podemos alertar a todos a nossa volta o quão importante é tirar esta palavra do vocabulário, assim mostraremos a todos que não somos sofredores, ou portadores ou pessoas com uma patologia, mas sim indivíduos livres e saudáveis que exercem muitos papeis na sociedade.

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