Reality Show

Entenda as vantagens e as desvantagens ao participar de um reality show

Reality ShowAo assistirmos aos realities shows, percebemos como os participantes comem mal, sempre ingerem produtos de patrocinadores, que usualmente são bem calóricos. Por isso, que muitos deles, quando saem do programa, costumam estar mais gordinhos. Em contrapartida, há os realities shows para perder peso em troca de saúde e de dinheiro. Mas será que estes em especial trazem saúde aos participantes?

Nos Estados Unidos, a vencedora do reality show americano “The biggest loser”, que premia o participante que mais perde peso, vem causando polêmica exatamente por ter emagrecido demais. Rachel Frederickson, de 24 anos, perdeu 70 quilos durante sua participação no programa, o equivalente a quase 60% do seu peso corporal. O resultado, no entanto, deu o que falar nas redes sociais, com comentários dizendo que ela passou dos limites, que estaria muito magra ou insinuando que perder tanto peso poderia prejudicar sua saúde.

Muitas pessoas relatam que submeter o corpo a dietas e exercícios exaustivos pode prejudicar o organismo. Segundo o educador físico Emerson Bisan, “normalmente para grandes transformações metabólicas, é necessário tirar o corpo da zona de conforto e imaginando que a competição é acompanhada pela dinâmica da televisão e precisa gerar impacto, tudo é caricaturado e precisa gerar repercussão e alteração de forma relativamente rápida. Por um lado, se a ideia é realmente sair da zona de conforto, a situação é perfeita principalmente se for acompanhada por profissionais credenciados prezando pela segurança dos candidatos. O grande problema é estimular os telespectadores a saírem dos seus limites sem suporte, acompanhamento ou condição pra isso. No caso do diabetes, o controle glicêmico deve ser parte desse suporte, pois é essencial para melhora na qualidade de vida e para a prática de qualquer ação”.

Mas é importante saber que além de sair da zona de conforto, há outros benefícios em participar. “Sabemos que a grande dificuldade em se conseguir grandes alterações notáveis no corpo não é saber o que fazer. Todos nós sabemos. O difícil é ter motivação e companhia para se fazer, e nada melhor, do que ser acompanhado por milhares de pessoas vendo o seu compromisso de estar bem.  O grande dilema de tratamento ou ações pontuais é quando passar esse tsunami de holofotes e mini provas diárias até o fim desses compromissos e voltarmos para um mundo real com as dificuldades do dia a dia para se fazer uma dieta equilibrada encaixada na sua correria e nos seus custos. Se houver a presença de uma pessoa com diabetes,  é importante encontrar uma rotina ideal e com o máximo de qualidade de vida como das pessoas, que não têm essa patologia, então supomos que seria de igual para igual”.

No caso de ter uma compensação financeira, será que é um motivo incentivador de perda de peso? “Essa é uma estratégia particular de cada programa para incentivar aqueles participantes que ali estão e continuam no programa. O outro lado da moeda é que apenas um ou dois ganham e os perdedores ou eliminados ou quem está em casa e não consegue acompanhar que correm o risco de se desmotivarem e a gente sabe o quanto é triste e o que a frustração gera de distúrbios alimentares”, explica o educador.

Mas a questão do reality não termina aí. Quando o participante se despede do programa, é importante ter uma manutenção para que todo o esforço adquirido não se perca. “Deve levar uma vida saudável, com alimentação equilibrada e prática de atividade física regular, ou seja, nada do que ele sabia antes de começar o reality, só que ele terá passado por uma prova de como é difícil alcançar a perda de peso e nunca mais saia dessa rotina saudável”, alerta Emerson.

Se a pessoa voltar a engordar, o educador enumera os malefícios “sabemos que uma das causas da síndrome metabólica (hipertensão, aumento dos níveis de gordura sanguínea e diabetes) é um estilo de vida inadequado. E o excesso de peso é um dos principais causadores da resistência à insulina causando o diabetes tipo II”.

Por isso, Emerson deixa uma mensagem: “Tudo que é de forma radical e exagerada gera alguns transtornos e desconfortos, que podem ser até prejudiciais à saúde como uma dieta altamente hipocalórica, sem sal, sem açúcar e totalmente sem gordura e tentar reverter uma obesidade causada em anos em apenas algumas semanas com métodos radicais, dietas da moda ou até os realities podem ser ao mesmo tempo estimulante e educativo em alguns pontos, mas o radicalismo pode gerar transtornos irreversíveis”.

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