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Reconheça o quadro de cetoacidose diabética e tome cuidado ao realizar exercícios fiscos!

A Cetoacidose Diabética e a Atividade Física

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Caro leitor, fique atento! Se você tem diabetes e apresenta sinais e sintomas como: excesso de urina, sede excessiva, fraqueza, náuseas, vômitos, taquicardia, sonolência, confusão mental, respiração ofegante, desidratação, pressão baixa, febre ou temperatura corpórea baixa, hálito cetônico (semelhante a fruta podre), dor ou sensibilidade abdominal, procure imediatamente por ajuda hospitalar, pois esta é uma condição típica do quadro de cetoacidose diabética, que pode ocorrer principalmente em indivíduos com diabetes tipo 1, mas também no tipo 2, devido ao aumento excessivo do nível de açúcar no sangue e de cetonas também.

A primeira condição para que um indivíduo com diabetes entre em cetoacidose é a falta de insulina em seu organismo, pois ela é a responsável por fazer com que a glicose sanguínea entre nas células corpóreas e gere energia. Quando há a sua falta, o organismo passa a usar os estoques de gordura, formando assim as cetonas, as quais são substâncias ácidas que desequilibram o pH do sangue, deixando-o mais baixo do que o normal, sendo desfavorável para o nosso corpo que, se não for imediatamente tratado, pode levar ao coma e à morte.

A aplicação correta de insulina, o monitoramento da glicemia capilar com o glicosímetro, bem como o acompanhamento médico regular, a mudança no estilo de vida como o consumo de uma dieta saudável e a prática de atividade física regular são as medidas adotadas para a prevenção da cetoacidose.

Segundo o educador físico William Pereira Valadares “A Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) esclarece que, os indivíduos com diabetes, que estejam bem controlados e insulinizados adequadamente como prescrito pelo médico, podem realizar esforço físico mesmo em momentos isolados de hiperglicemia. No entanto, aqueles que apresentam deficiência profunda de insulina, ou seja, pelo menos 16 horas sem o uso recomendado, podem desenvolver chances aumentadas de complicações e, portanto, devem evitar exercícios físicos. Além disso, a SBD também alerta à realização de exercícios vigorosos na presença de corpos cetônicos, orientando-se um valor de referência de no máximo 250mg/dl na intenção de minimizar o risco”.

“Cabe ao educador físico orientar o seu aluno, caso ele tenha diabetes com os cuidados básicos na prática de exercícios físicos, controlando a intensidade dos mesmos, de acordo com o valor glicêmico e/ou na presença de corpos cetônicos. Além disso, deve prestar atenção na alimentação adequada, no uso da medicação prescrita pelo médico, no monitoramento da glicemia antes, durante e pós-treino. É importante ressaltar que o exercício físico deve ser realizado de forma regular e consciente, acompanhado por um especialista da área, para que o mesmo possa observar e tomar decisões, ou seja, lançar mão de estratégias durante a sessão do treino para oferecer segurança aos seus praticantes”, enfatiza William Valadares.

Vanessa Pirolo

Jornalista, criadora do blog convivência com diabetes, tem diabetes desde o seus 18 anos, e redatora do Portal DBCV. Quer me conhecer melhor? Então, clique aqui!

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