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Reposição de Testosterona em homens com diabetes pode ser eficaz por inúmeros motivos! Confira matéria aqui!

Reposição de Testosterona e o Risco Cardiovascular em Homens com Hipogonadismo e Diabetes

Evidências científicas das últimas quatro décadas trouxeram à tona a importância e o conceito de “menopausa masculina” ou andropausa; esses estudos mostram que baixos níveis séricos de testosterona estão associados com maior risco de aterosclerose, aumento do risco e da mortalidade cardiovascular. Apesar de atestar os benefícios da terapia de reposição de testosterona (TRT), esse assunto ainda é controverso “devido a um estudo publicado em 2013, com sérios erros metodológicos, onde sinalizava que homens com hipogonadismo corriam mais riscos de morte cardiovascular quando submetidos à reposição de testosterona. Várias sociedades médicas, dentre elas a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) pediram às autoridades competentes que retirassem o trabalho por atestarem grandes falhas de metodologia”, declara o endocrinologista Ricardo M. R. Meirelles, Presidente da Comissão de Comunicação Social da SBEM.

Os sintomas da deficiência de testosterona incluem as diminuições da sensação de bem-estar e da libido, disfunção erétil (com notada ausência de ereções matinais), irritabilidade, depressão, perda de massa magra e densidade mineral óssea, decréscimo da força muscular e dos pelos do corpo, especialmente da barba, aumentos do índice de massa corpórea e do percentual de gordura corporal.

“O objetivo da reposição de testosterona é aliviar os sinais e sintomas do hipogonadismo, ou seja, melhorar a disposição geral e notadamente a função e o desejo sexual, aumentar a massa muscular e óssea, evitando dessa forma a osteoporose. Há uma tendência de o homem engordar com a deficiência de testosterona e, portanto, a terapia de reposição ajuda a perder massa gorda e com isso, evita que o indivíduo tenha resistência à insulina, melhorando dessa forma a glicemia e prevenindo a síndrome metabólica. Os pacientes que se submetem à reposição de testosterona relatam haver melhora na disposição e performance para a prática de esportes e qualidade de vida”, afirma o Dr. Ricardo.

A deficiência de testosterona é extremamente comum em homens com mais de 50 anos e, na maioria das vezes, o diagnóstico é negligenciado ou não identificado pelo médico.

Homens com diabetes tipo 2, obesos, pacientes com deficiência pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), pessoas com diagnóstico de ter o vírus HIV e aqueles que fazem uso crônico de corticosteroides e glicocorticoides, bem como opioides, estão mais propensos a desenvolver a deficiência.

“A terapêutica de reposição do hormônio, em homens com deficiência, não apresenta contraindicação aos representantes do sexo masculino com diabetes e àqueles que já tiveram infarto agudo do miocárdio e safenados. A TRT não está relacionada ao desenvolvimento de novos eventos cardiovasculares. Merecem especial atenção os pacientes com doenças cardiovasculares severas, necessitando serem avaliados por um cardiologista antes do início do tratamento de reposição hormonal e seguirem monitorados no transcorrer da terapêutica”, alerta o endocrinologista.

O declínio progressivo de testosterona ocorre com a idade; inicia ao se atingir a maturidade e prossegue à medida que envelhecemos. Porém, a velocidade de queda é muito variável. Alguns homens com mais de setenta anos mantêm níveis próximos aos dos jovens, enquanto outros já apresentam concentrações baixas aos quarenta.

Por outro lado, usar apenas o critério clínico é desaconselhável, devido ao fato de 25% dos homens, que relatam queixas de disfunções sexuais apresentam concentrações séricas normais de testosterona, mostrando que a relação causa e efeito não é clara.

Nos Estados Unidos, a prevalência da deficiência chega a 13% dos homens com mais de 50 anos, com uma incidência de 12 novos casos a cada 1000 indivíduos anualmente. Em 2007, o Food and Drug Administration (FDA), órgão governamental dos EUA responsável pelo controle dos alimentos e medicamentos, mostrou que menos de 5% dos homens com hipogonadismo ou andropausa eram tratados.

O US Health Care Expendures, órgão norte-americano de controle de custos com a saúde, projeta que a deficiência de testosterona estará relacionada somente nos EUA, nos próximos 20 anos, com 1.3 milhões de novos casos de doenças cardiovasculares, 1.1 milhões de novos casos de diabetes tipo 2 e mais de 600.000 casos de osteoporose relacionados com fraturas em homens com mais de 50 anos de idade.

Não temos um levantamento feito no Brasil e por isso, o Dr. Ricardo Meirelles nos alerta da importância de se fazer uma boa anamnese na consulta dos pacientes, dando enfoque à vida sexual, deixando que os mesmos falem livremente de suas queixas, angústias e expectativas. “Somente dessa forma, pode-se na coleta dos sinais e sintomas fechar um correto diagnóstico e instituir um adequado tratamento para essa deficiência”.

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