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Resolução de Ano Novo: trabalho voluntário

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Com a chegada de 2019, refletimos sobre nossas iniciativas do ano que passou e as metas alcançadas, repensamos nossas expectativas do novo ciclo e traçamos planos para alcançar os sonhos. Desejamos ser mais pacientes, prestativos e realizar ações que nos tragam mais prazer.

Muitas pessoas também repensam suas atitudes frente aos problemas, tentam melhorar para o ano novo e almejam exercer alguma atividade que possa ajudar a sociedade.

E, por que não inserir um trabalho voluntário na rotina? Sim, temos nossas preocupações, agenda lotada de compromissos e ainda precisamos reservar um espaço para o descanso. Realmente não é fácil. Mas, como nós administramos o tempo e não o contrário, é possível dedicar um fim de semana por mês, um dia por semana ou mesmo uma hora do dia para uma atividade voluntária, não é mesmo?

E não é tão difícil assim!

Ser voluntário é uma relação humana, rica e solidária. É uma iniciativa que pode ajudar tanta gente e, ao mesmo tempo, ser tão recompensadora que não nos damos conta de que nós mesmos muitas vezes somos mais beneficiados do que a pessoa “carente” naquela ação.  

O voluntariado é o conjunto de ações de interesse social e comunitário, em que toda a atividade desempenhada reverte-se a favor do serviço e do trabalho. Pode inclusive ser chamada de profissão, visto que o voluntário ajuda quem precisa, contribuindo para um mundo mais justo e solidário.

Quando nos referimos ao voluntário contemporâneo, engajado, participante e consciente, diferenciamos também o seu grau de comprometimento: ações mais permanentes, que implicam em maiores compromissos, requerem um determinado tipo de voluntário, e podem levá-lo inclusive a uma profissionalização voluntária.

Segundo as Nações Unidas, o voluntário é o jovem ou o adulto que, devido a seu interesse pessoal e espírito cívico, dedica parte do seu tempo, sem receber nenhum tipo de remuneração, a diversas formas de atividades, organizadas ou não, de bem-estar social, ou outros campos.

Um recente estudo, realizado na Fundação Abrinq pelos Direitos da Criança, definiu o voluntário como o ator social e agente de transformação, que presta serviços não remunerados em benefício da comunidade; doando seu tempo e conhecimento, realiza um trabalho gerado pela energia de seu impulso solidário, atendendo tanto às necessidades do próximo ou aos imperativos de uma causa, como às suas próprias motivações pessoais, sejam estas de caráter religioso, cultural, filosófico, político ou emocional.

Mas para que o trabalho seja realizado de forma espontânea e, ao mesmo tempo comprometido com a instituição, há necessidade de uma profissionalização dessa área na entidade a fim de que em todos os momentos necessários haja pessoas suficientes para que a ação seja realizada.

A ADJ Diabetes Brasil, com sede em São Paulo, fez parceria com o Centro de Voluntariado de São Paulo, com o objetivo de profissionalizar o trabalho dos voluntários.

Desde a fundação da ADJ, há 39 anos, o trabalho voluntário foi introduzido pelos fundadores, e atualmente esse modelo se replica para os diretores e conselheiros. Com a parceria do Centro, a ADJ ganhou mais visibilidade, aprendeu a aproveitar os talentos e multiplicar a missão.

Para isso, hoje a ADJ tem os trâmites necessários para que o voluntário seja melhor gerido de acordo com seu perfil. Segundo Marisa Tosato, coordenadora do voluntariado da ADJ, quando uma pessoa nos procura, inicio o processo com uma entrevista e, em seguida, encaminho para um treinamento técnico e social em diabetes na instituição. Quando há vaga que se encaixa no perfil, o voluntário é acionado e começa a trabalhar, depois de assinar um termo de adesão e o instrumento de responsabilidade entre ADJ e o voluntário.

“É uma experiência muito enriquecedora! Desde o diagnóstico de diabetes do meu filho, em 1985, sempre participei da ADJ como mãe-espectadora. A partir de uma determinada época, pude me dedicar à ADJ como voluntária. Na época da sede da Av. Dr. Arnaldo, fui convidada a coordenar os voluntários, me preparei com ajuda do Centro de Voluntariado de São Paulo e até hoje faço cursos de reciclagem. Gosto de fazer esse trabalho e agradeço o total apoio da instituição”, afirma Marisa.

Pelo exemplo da ADJ, constatamos que o trabalho voluntário pode ser realizado dentro das nossas possibilidades e que, com o gerenciamento do nosso tempo, temos a sensação de dever cumprido. Além disso, temos a certeza que podemos abrir uma janela que pode se tornar muito recompensadora, ao sentir o quanto podemos nos tornar úteis e fazer a diferença na vida de outra pessoa.

Você se empolgou com o assunto?  Então acesse o site do Centro de Voluntariado São Paulo ou  Atados, plataformas sociais online que conecta pessoas a oportunidades de voluntariado em causas sociais de diversos segmentos.

 

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