Salsa

Salsa: da paixão à emoção

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“Un, dos, tres/Un pasito pa’delante María/Un, dos, tres/Un pasito pa’atrás”.

Ao entrar em uma casa noturna especializada em ritmos latinos, como salsa, merengue, bachata e rumba, é impossível ficar parado com tanta energia e alegria. Em especial à salsa, o ritmo é ainda mais contagiante.

Com o movimento muitas vezes comparado a uma tourada, o homem assume o papel de “toureiro” e a mulher de “capa”. Assim, no ritmo da dança, a dama pisa atrás com o pé direito, enquanto o homem pisa à frente com o pé esquerdo. Os dançarinos são um espelho um para o outro. A distância entre ambos deve ser mantida para que haja facilidade nos movimentos, principalmente nos giros.

De origem incerta, é possível que a salsa tenha se originado em Cuba, em 1960, como uma forma de adaptação do mambo e logo se espalhou para os Estados Unidos e América Latina, principalmente em Porto Rico. Há ainda os que defendem que a dança só se firmou em 1970, chamada inicialmente de son em Porto Rico, migrando para os EUA, onde sofreu a influência do jazz.

Com o significado de tempero, ritmo, sabor e alegria, a salsa se disseminou principalmente na década de 1990 com a explosão da música Salsa y merengue interpretada por Rick Martin.

Ao som de um balanço extasiante, a diversidade do número de passos é imensa. Com oito tempos, o participante pisa com as pontas dos pés em seis tempos enquanto que os outros dois são pausa.

Dança da vida

salsa_2Aprender a dançar requer tempo, pois pode variar de meses a anos, dependendo da dedicação. É necessário o aperfeiçoamento a todo momento. Exemplo disso é a praticante Renata Busico, analista de suporte, 29 anos, um com diabetes.

“No início de 2009, comecei a dançar uma vez por semana. Com o diagnóstico do diabetes dois meses depois de ter iniciado as aulas, meu parceiro de dança e atual namorado me convidou para participar de um concurso tradicional de salsa em São Paulo. Topei e ganhamos um prêmio na categoria amador”, conta Renata.
Depois do diagnóstico, Renata enfrentou a condição e se aplicou à dança. Treina o ritmo quatro vezes por semana na escola, além de aprender zouk e dança de salão nos outros dias da semana. “A minha vida é como uma dança, ou seja, uma grande paixão. A salsa me deixou mais solta, elevou minha autoestima, a flexibilidade melhorou, além de proporcionar equilíbrio emocional e mais controle das minhas taxas glicêmicas”.

Falando em benefícios, Rose Silveira, professora, coreógrafa e dançarina, relata um pouco mais sobre o ritmo. “A dança movimenta todos os músculos do corpo, possibilita ao casal ter expressões próprias dentro do ritmo, promove o fortalecimento muscular e ósseo, o condicionamento físico, trabalha o equilíbrio, a agilidade e diminui a ansiedade. Além disso, funciona como terapia, já que os participantes precisam focar nos movimentos, para que não errem, esquecendo assim de seus problemas”, afirma.
Salsa é um ritmo “caliente”, animado, que empolga todas as pessoas ao redor. Como diz a professora Rose, “querer é poder. A dança é um exercício para mente, corpo e espírito. Quem dança é mais feliz e tem mais saúde”.

A sinergia para o ritmo é muito importante entre os parceiros. Na verdade, a harmonia entre o casal potencializa o aprendizado. Com relação ao diabetes acontece algo semelhante: quanto mais a pessoa com diabetes entende sobre a sua condição, mais harmonia tem para enfrentar os passos da vida.

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