Samba de gafieira

Dança traz uma vida com mais brilho, cores e experiências

Se você perguntar a um estrangeiro o que vem à cabeça quando pensa em Brasil, a possível resposta é: samba! Este ritmo musical flexível, que se adapta ou se incorpora a novos estilos musicais, sem dúvida alguma, representa uma boa parte da nossa cultura.

Segundo Adriano Cavalheiro, professor de dança da Escola Celso Vieira, “o samba teve origem com os batuques na África. Quando se instalou no Rio de Janeiro, trazido pelos escravos, no final do século XIX, já tinha influência de outros ritmos como o maxixe. O nome Gafieira foi dado pela própria população do Rio de Janeiro”.
O samba é tocado tradicionalmente por instrumentos de cordas como cavaquinho e violão e de percussão. Principalmente a partir da Segunda Guerra Mundial, outros instrumentos foram absorvidos, como trombones, trompetes, flauta e clarineta, além de sofrer influência do Chorinho.

“O ritmo tem como característica principal a malandragem dos movimentos, além da agilidade e descontração com momentos de pura brincadeira e interação entre o casal, sendo muito divertido para quem dança e para quem assiste também”, complementa Adriano.

Essa ideia de descontração e diversão foi sentida por Selma Futema Essu, fisioterapeuta e nutricionista, 52 anos, vinte anos com diabetes tipo 2. “Faço samba de gafieira há seis anos, é um ritmo alegre, contagiante, os passos são graciosos e divertidos”.

“A prática trouxe inúmeros benefícios, entre eles, redução do estresse, aumento da auto-estima, frequência cardíaca e gasto calórico, fortalecimento do tônus muscular, melhora da flexibilidade, coordenação motora e postura. Acredito também que há queima de açúcar, pois faço a automonitorização uma vez por semana”, acrescenta Selma.

Mas, para a realização da prática, são necessários alguns cuidados especiais. “A pessoa que deseja praticar o samba de gafieira, assim como em qualquer atividade física, tem de começar de forma moderada e avançar aos poucos, pois existe também o desgaste físico. Por isso, tem de se adaptar aos poucos à nova atividade”, relata Adriano.

“O ideal é que a pessoa utilize roupas leves e confortáveis, para que se sinta livre para realizar os movimentos que a dança proporciona. É muito bom utilizar um calçado adequado”, complementa Adriano.

Selma adiciona mais alguns cuidados: “utilizo sapato de couro macio, com salto baixo, com boa sustentação para evitar lesões. No jantar, opto por um prato saudável uma hora e meia antes da atividade, sem exagerar”.

Além desses cuidados, Adriano inumera as vantagens. “A dança traz uma sensação de liberdade e descobrimento interior que não têm preço, pois todos podem praticar a dança. Não existem restrições, muito pelo contrário, a maioria dos médicos, em seus vários segmentos, recomenda a dança para seus pacientes como atividade física, terapia e fisioterapia. Os benefícios são infinitos, sem contar que existe o lado social, a integração, pois se relacionar com pessoas diferentes do dia a dia é muito bom e traz novas experiências”.

Selma recomenda a prática: “Eu me sinto feliz, faz bem para corpo, saúde, mente e também para a alma”.

Para Adriano, “como professor é muito gratificante ver o desenvolvimento do aluno e saber um pouco da história de cada um, a ponto de me emocionar quando vejo que a dança mudou a sua vida para melhor. Vejo-o se tornar uma pessoa com mais brilho nos olhos e com mais vontade de viver. É isso que a dança nos traz: VIDA”.

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