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Sorgo promove saciedade e redução da glicemia pós-prandial, além de outros benefícios! Confira matéria qui!

Sorgo – Cereal sem glúten possui diversas propriedades nutricionais

Close up Sorghum field in sun light

O sorgo (Sorghum bicolor L. Moech) é um cereal conhecido por sua utilização na alimentação animal, mas pode se tornar uma rica matéria-prima para fabricação de produtos alimentícios para humanos, é o que aponta pesquisa realizada pela Embrapa Milho e Sorgo (MG), onde selecionou genótipos (variedades) do cereal com grãos que contêm altos teores de ferro, zinco, proteínas, fibras e vitamina E, além de detectar a presença de compostos fenólicos com alta capacidade antioxidante, os quais podem  auxiliar no combate a doenças crônicas como a obesidade, o diabetes e o câncer. Dentre esses compostos, podemos citar, além das fibras, as antocianinas, os ácidos fenólicos, os taninos e o amido resistente.

Na América do Sul, nos Estados Unidos e na Austrália, este cereal é utilizado basicamente na alimentação animal. Já na América Central, na Ásia e na África, seus grãos são usados também na alimentação humana para a produção de farinha e de amido industrial, na fabricação de pães e biscoitos. No Brasil, é cultivado principalmente visando à produção de grãos para suprir a demanda das indústrias de ração animal e como forragem para a alimentação de ruminantes. Entretanto, a produção para consumo humano vem crescendo graças às pesquisas realizadas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e suas parcerias com universidades como: Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Universidade Federal de Viçosa (UFV), Universidade Federal de São João Del-Rei (UFSJ), Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), Universidade de Brasília (UnB) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)

Estudos puderam constatar, dentre outras vantagens, que o cereal por ser livre de glúten e possuir sabor mais suave, poderá substituir o trigo na produção de alimentos e beneficiar indivíduos que têm algum grau de intolerância a essa proteína, especialmente os celíacos. Além disso, o sorgo por ter grãos que possuem diversas cores de pericarpo (camada que envolve a semente), que variam do branco ao marrom, em algumas preparações, como nos produtos à base de chocolate, por exemplo, utilizando-se farinha de grãos de pericarpo marrom, pode-se dispensar o uso de corantes artificiais.

A produção no campo também é vantajosa. Uma lavoura de sorgo demanda menor custo de produção e menor utilização de defensivos agrícolas que as de outros cereais convencionais, como o trigo e milho. Esse fato poderá permitir redução dos custos para a indústria, além de favorecer a obtenção de grãos com menor contaminação com resíduos químicos.

Quanto aos benefícios à saúde, podemos dizer que seu valor nutricional é semelhante ao do milho: 100g de sogro contém em média 356kcal, onde a maior parte é constituída por carboidratos (71% a 76%), seguidos de proteínas e em menor quantidade por lipídeos.

Adicionalmente à riqueza em vitamina E, minerais como fósforo, potássio, ferro, zinco e manganês, é uma importante fonte de fibras alimentares, principalmente as insolúveis e de amido resistente que não é digerido no intestino delgado e, portanto, é utilizado como substrato para fermentação pelas bactérias anaeróbicas do cólon. Possui benefícios como o aumento do volume fecal, redução da glicemia pós-prandial e dos níveis de LDL colesterol e de triglicerídeos no sangue.

As pessoas com diabetes poderão também ser beneficiadas – produtos feitos com farinha de sorgo contribuem para manter a saciedade e a plenitude gástrica por mais tempo, pois o alimento é digerido mais lentamente. Além disso, estudos recentes feitos com indivíduos com diabetes mostraram uma diminuição no nível glicêmico devido ao maior volume de fibras presentes no cereal.

Embora ainda não seja tão conhecido em terras tupiniquins, o sorgo vem sendo testado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) há nove anos para alimentação humana. Nesse primeiro projeto, foram desenvolvidos diversos produtos sem glúten, à base de sorgo, ao longo dos anos de pesquisa. São exemplos: pães, bolos, biscoitos, pipoca, barras de cereais, massas, bebidas funcionais, massa para salgados, doces, entre outros. Esses produtos foram testados tanto em públicos de celíacos como em não celíacos e mostraram alto grau de aprovação entre os provadores. O resultado comprovou o potencial do cereal na produção de alimento sem glúten.

Novo projeto foi iniciado em 2015 pela Embrapa em parceria com as universidades acima citadas para confirmar o potencial dos grãos do cereal na promoção da saúde humana e na segurança alimentar e nutricional.

Os resultados ainda não foram publicados, mas fique de olho nas novidades que virão por aí…

Para saber mais acesse: https://www.embrapa.br/…/sorgo-e-rico-em-nutrientes-e-antioxidantes-aponta-pesquis

 

Vanessa Pirolo

Jornalista, criadora do blog convivência com diabetes, tem diabetes desde o seus 18 anos, e redatora do Portal DBCV. Quer me conhecer melhor? Então, clique aqui!

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