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Tudo o que você precisa saber sobre chocolates

Tudo o que você precisa saber sobre chocolates

Maria Fernanda Pacheco*

O ano de 2018 está só começando, mas passa muito rápido. Aproveite para reprogramar seus hábitos e mudar o seu estilo de vida. Sempre culpamos outros fatores e pessoas pelo nosso insucesso no tratamento do diabetes ou no ganho de peso. Reflita sobre as suas escolhas alimentares e o sedentarismo e observe se está fazendo a sua parte nos cuidados com a saúde. Para a Páscoa que se aproxima, vou deixar “dicas” para a escolha do tipo adequado de chocolate para que você o aprecie com moderação e sabedoria.

Sempre me perguntam quais são as escolhas mais saudáveis de chocolate para consumir nessa época festiva do ano? Minha resposta é sempre a mesma – o melhor tipo de chocolate é o que você fica feliz em comer. Porém, o que importa é a quantidade ingerida, ou seja, o excesso é o grande problema. Devemos sempre nos alimentar de forma equilibrada, esse é o segredo!

Os chocolates mais puros de 70 a 90% de cacau têm menos mistura de açúcar e gordura e, portanto, são os melhores para consumo para quem tem diabetes. Aconselho não se enganarem com a versão Zero/Diet, os quais não possuem adição de açúcar, mas em compensação são gordurosos em demasia, o que ocasiona não só o descontrole da glicemia, mas também podem causar outros danos à saúde. Além disso, prestem atenção aos rótulos; existem alguns tipos ricos em carboidratos (meio amargos) e grandes quantidades de sódio em suas composições.

Para se ter uma ideia de cada composição, o chocolate ao leite possui uma ínfima massa de cacau (10 a 20%) misturada com leite, açúcar, gordura e aditivos. O meio amargo deve ter no mínimo 30% de cacau, sendo que pode ser encontrado com até 45%, mas em contrapartida, possui mais açúcar do que a versão original. Já, o diet, apesar de ser adoçado com adoçantes artificiais, geralmente encontramos em sua composição, maior quantidade de sódio e gordura para compensar a falta do açúcar refinado no paladar.

Os chocolates com maior porcentagem de cacau são mais difíceis de serem encontrados, mas vale a pena consumi-los devido ao sabor diferenciado e qualidade indiscutível.

Aconselho ir substituindo aos poucos o chocolate ao leite pelo meio amargo, depois pelo de 50%, 60% até o de 70%, cuja finalidade é se acostumar com o sabor, pois, na verdade, o que gostamos é do açúcar e não do cacau. Assim, conseguiremos reprogramar nosso paladar. Tudo é uma questão de hábito e a escolha é nossa!

Existe ainda uma versão destinada às pessoas com intolerância ao açúcar do leite (lactose), a 0% lactose, a qual continua a ter lactose, mas possui lactase, enzima responsável pela digestão do açúcar do leite no intestino. Esse tipo não interfere no controle glicêmico.

Outra pergunta frequente diz respeito à quantidade ideal ingerida de chocolate diária? Posso responder com segurança que o recomendado varia de 30g a 50g de cacau por dia para a população saudável, sendo que nessa quantidade, traz inúmeros benefícios à saúde do ponto de vista cardiovascular e até mesmo no controle do apetite. Quanto às pessoas com diabetes, aconselho a conversar com um nutricionista para recomendar a quantidade ideal, já que pode variar de pessoa para pessoa.

Na Páscoa, também é muito comum consumir a popular Colomba Pascal. Cuidado! Essa deliciosa iguaria é riquíssima em açúcares e gordura. Mesmo a diet tem carboidrato proveniente da farinha de trigo e outros ingredientes que podem alterar a glicemia. Evite esse produto, pois a glicose pode apresentar alterações até oito horas após o seu consumo.

Vale lembrar que o chocolate é produzido o ano inteiro e se for consumido em pequena quantidade até mesmo na Páscoa, tenha certeza que a sua saúde ficará agradecida!

Feliz Páscoa!

 

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*Maria Fernanda Pacheco é nutricionista clínica e educadora em diabetes.

 

Apêndice:

Selecionamos algumas versões das marcas de renome do mercado, para que você possa fazer a melhor escolha.

A Brasil Cacau possui as versões diet, que não possuem açúcar em sua composição, porém a quantidade de carboidrato não fica reduzida. Para melhorar o sabor do chocolate, a indústria adiciona uma quantidade maior de gordura, nutriente esse que também pode prejudicar o controle da glicemia. Observem abaixo com seu respectivo preço.

 

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Preço: 29,90

A mesma marca possui as versões com 70% cacau e Zero Lactose. Nessa comparação, vale a pena apostar na versão que possui menor quantidade de carboidrato (11g a versão 70% cacau X 16g a versão lactose).

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Preço: 33,90

Já a marca Kopenhagen, a melhor versão é a quem tem mais cacau. Na porção de 25 gramas possui menor quantidade de gorduras e carboidratos.

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Preço: 54,90

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Já a marca Munik, até o fechamento da edição, só tinha esta versão de 70% cacau, com o peso de 100g com o preço de R$18,90.

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