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Uma vida mais zen com yoga

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Para quem não gosta de suar a camisa ou se exercitar freneticamente, uma boa pedida é a prática regular da yoga. Para os mais desavisados, ela oferece inúmeras vantagens à saúde como a estabilização da pressão arterial, servindo como um excelente coadjuvante na perda de peso e na redução das taxas glicêmicas. Quer mais motivos para praticá-la? Você pode mensurar o preço inestimável de se manter calmo com sensação de paz interior?

Pesquisas comprovam que essa modalidade milenar reduz o nível glicêmico devido ao esforço muscular que a prática exige. No entanto, pesquisadores do Departamento do Laboratório, no Central Research Institute for Yoga, em Delhi, na Índia, estudaram os seus efeitos em 149 pessoas com diabetes não dependentes de insulina, dos quais 69% deles, mostraram uma boa resposta ao tratamento e a conclusão a que chegaram é que a yoga é uma simples e econômica terapia para os indivíduos que não dependem do hormônio. Além disso, pode ser praticada por qualquer pessoa, independente da idade, sexo e peso.

A ciência comprova que o sucesso do tratamento do diabetes entre os praticantes de yoga e meditação é satisfatório pelo fato dessas duas modalidades atuarem na redução do estresse, pois como sabemos, ele pode levar ao aumento dos níveis glicêmicos e favorecer o desenvolvimento de algumas complicações, dentre elas as cardiovasculares.

Descrita como uma prática que engloba os campos espiritual, físico, ético, moral, mental e meditativo em textos compilados há pelo menos cinco mil anos, a yoga nasceu na Índia e ganhou o mundo. Nos Estados Unidos há 36 milhões de adeptos, de acordo com um levantamento da Ipsos Public Affairs, em parceria com a Fundação Yoga Alliance e no Brasil, embora não tenhamos dados contabilizados, é notória a disseminação de praticantes em estúdios e salas de ginástica. Contudo, há que se combater quem a banaliza e distorce os seus reais objetivos, que estão ligados ao domínio e a evolução da mente e do corpo.

Essa arte milenar chegou às academias que, fazendo “ajustes”, trouxeram motivação para os adeptos. Atualmente contamos com a ioga clássica, a power ioga, a hot ioga, a superioga, a acro ioga, a aero ioga, a ioga dance, a sup ioga que, resumidamente, foram descritas pela Revista Saúde, atenta à discussão e popularização das variações dessa atividade em salas de ginástica, apurou o que são e quem tira proveito dessas versões.

Segundo a terapeuta holística e professora de Hatha Yoga Mônica Bruzadim “Na verdade, o objetivo final de todos os tipos é o mesmo, ou seja, trabalhar corpo, mente e espírito, onde cada um foca em um propósito; há tipos mais agitados (Power yoga, Yoga dance, Swasthya yoga), outros que trabalham em dupla e equilíbrio (Acro yoga e Aero yoga). Já o Yoga clássico, Hatha yoga e Iyengar yoga são mais tranquilos, focados na conscientização do corpo, consciência na permanência da postura, respiração e meditação. No Hot yoga, a aula é feita em uma sala climatizada a 40º. O mais importante é que o praticante escolha o estilo que mais o agrade; pois nenhum é melhor do que o outro”.

“Em relação às pessoas com diabetes mellitus tipo 2, a yoga proporciona o estímulo do pâncreas a secretar mais insulina e com isso, melhorar o controle glicêmico. É importante lembrar que se o estilo escolhido for mais agitado e o tempo de aula for mais longo, é necessário consumir antes da aula alimentos leves para evitar as indesejáveis hipoglicemias”, aconselha Mônica.
Muitas pessoas perguntam quantas vezes por semana devem praticar para obter os resultados benéficos e a professora nos esclareceu que “quanto mais praticar, melhor. O ideal é fazer um pouco todos os dias; não há necessidade de praticar durante uma hora, é interessante fazer alguns Asanas (posturas) e a meditação, recomendo diariamente. Em média, as pessoas praticam duas vezes por semana”.

“Pratiquem yoga! É uma filosofia milenar muito rica, que consegue trabalhar e unir corpo, mente e espírito (Yoga significa união). Não tenha preconceito em achar que não consegue praticar porque é muito agitado, ansioso (e nesse quesito, você precisa muito dela). Escolha o seu estilo e também não pense que a falta de flexibilidade o impedirá de se exercitar; escolhendo um bom professor, ele irá orientá-lo, fazendo as adaptações necessárias para “driblar” as suas dificuldades”, sugere a terapeuta holística.
Namastê!

Fonte: Diabetes Focus, an official publication of Diabetes South Africa. Issue 57, 2009, p.32-33.

 

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